Music: Omar Sosa - Nujabes album - Dionna - Cjildren - Omnipresence - Ai-No-Kawa - Vem Pra Ficar - Sound Network - Winter Lane - Iyawo

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 22:27

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Poesia: Bertolt Brecht - Poesia Erótica: O coito e a sauna - Hábitos de amar - O décimo terceiro soneto - Soneto nº 12 – Do amante - O uso das palavras obscenas - Aula de amor - Reivindicação da arte - Maria sejas louvada - Soprava o vento pela fresta - Do prazer dos homens casados - Da sedução dos anjos - Em Português

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 14:51

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O coito e a sauna

Melhor é foder primeiro, e então banhar.
Esperas que, curva, sobre o balde se ajeite
O traseiro nu miras com deleite
E tocas-lhe entre as coxas a reinar.

Mantém-na em posição, mas logo após
Assento no piço lhe seja permitido
Se duche quiser na cona, invertido.
Depois, claro, seguindo nossos avós,
Serve ela no banho. As pedras põe a apitar
Com bátega rápida (que a água ferva)
Com tenra bétula te açoita e corado
Em balsâmico vapor mais esquentado
A pouco e pouco te deixas refrescar
Suando agora a fodança em caterva.


Hábitos de amar

Não é exacto que o prazer só perdura.
Muita vez vivido, cresce ainda mais.
Repetir as mil versões prévias, iguais
É aquilo que a nossa atracção segura:

O frémito do teu traseiro há muito
A pedi-las! Oh, a tua carne é ardil!
E a segunda é, que traz venturas mil,
Que a tua voz presa exija o desfruto!

Esse abrir de joelhos! Esse deixar-se coitar!
E o tremer, que à minha carne sinal solta
Que saciada a ânsia, logo te volta!
Esse serpear lasso! As mãos a buscar-
-Me. Tua a sorrir!
Ai, vezes que se faça:
Não fossem já tantas, não tinha tanta graça!


O décimo terceiro soneto

A palavra por que tanto me ralhaste
Vem do florentino. Fica é chamado
Aí o sexo da mulher. De traste
O grande Dante foi então apodado
Porque usou a palavra no poema
Foi injuriado, li hoje como fora
Pelo figo de Helena Páris outrora
(Mas este tirou mais proveito do esquema!)

Agora vês, que até o sombrio Dante
Se envolveu na disputa, que porfia
Por figo que afinal só se aprecia.
Não é só em Maquiavel que se proclama:
Na vida e no livro como é marcante
A briga pela parte que tem justa fama.


Soneto nº 12 – Do amante

Ai, a carne é fraca, não tem discussão
E eu, que enfraqueci mulher de amigo
Evito o meu quarto, dormir não consigo
Vejo-me à noite: atento a qualquer som!

E isso advém de o seu quarto afinal
Ser contíguo ao meu. O que me consome
É que eu ouço tudo, quando ele a come
E se não ouço, penso: é pior o mal!

Se já tarde os três bebemos um copito
E eu noto que o meu amigo não fuma
E, quando a mira, põe olhos em bico

Encho o copo dela a deitar por fora
E obrigo-a a beber, se não colabora,
P'ra ela à noite não dar por nenhuma.


O uso das palavras obscenas

Desmedido eu que vivo com medida
Amigos, deixai-me que vos explique
Com grosseiras palavras vos fustigue
Como se aos milhares fossem nesta vida!

Há palavras que a foder dão euforia:
Para o fodidor, foda é palavra louca
E se a palavra traz sempre na boca
Qualquer colchão furado o alivia.

O puro fodilhão é de enforcar!
Se ela o der até se esvaziar: bem.
Maré não lava o que a arvore retém!

Só não façam lavagem ao juizo!
Do homem a arte é: foder e pensar.
(Mas o luxo do homem é: o riso).


Aula de amor

Mas, menina, vai com calma
Mais sedução nesse grasne:
Carnalmente eu amo a alma
E com alma eu amo a carne.

Faminto, me queria eu cheio
Não morra o cio com pudor
Amo virtude com traseiro
E no traseiro virtude pôr.

Muita menina sentiu perigo
Desde que o deus no cisne entrou
Foi com gosto ela ao castigo:
O canto do cisne ele não perdoou.


Reivindicação da arte

A boa, que ao seu amor nada nega
E se lhe entrega com antecipação
Saiba: que não é boa vontade não
Mas talento, o que ele deseja na esfrega.

Mesmo se à velocidade do som
Do sou-tua dela à cópula chega
Não é pressa que o botão dele carrega
Quando às bolas seminais dá vazão.

Se é o amor que primeiro atiça o fogo
Precisa ela depois, para Inverno amparado
De ser dona ainda de um traseiro dotado.

De facto, mais que o fervor no olhar
(Também faz falta) um truque há que usar:
Coxas soberbas, em soberbo jogo.
 

Maria sejas louvada

Maria sejas louvada
Como és tão apertada
Uma virgindade assim
É coisa demais p'ra mim.

Seja como for o sémen
Sempre o derramo expedito:
Ao fim dum tempo infinito
Muito antes do amen.

Maria sejas louvada
Tua virgindade encruada
'Inda me pões fora de mim.
Porque és tão fiel assim?

Por que devo eu, que dialho
Só porque esperaste tanto
Logo eu, o teu encanto
Em vez doutro ter trabalho?


Soprava o vento pela fresta

Soprava o vento pela fresta
A menina comia nêspera
Antes de dar em segredo
O níveo corpo ao folguedo:

Mas antes provou ter tacto
Pois só o queria nu no acto
Um corpo bom como um figo
Não se vai foder vestido.

Para ela em tempos de ais
Nunca o gozo era demais.
Lavava-se bem depois:
Nunca o carro antes dos bois.


Do prazer dos homens casados

Mulheres minhas, infiéis, adoro amá-las:
Vêem meu olho em sua pelve embutido
E têm de encobrir o ventre já enchido
(Como dá gozo assim observá-las).

Na boca ainda o sabor do outro homem
Ela é forçada a dar-me tesão viva
Com essa boca a rir para mim lasciva
Outro caralho ainda no frio abdómen!

Enquanto a contemplo, quieto e alheio
Do prato do seu gozo comendo os restos
Esgana no peito o sexo, com seus gestos

Ao escrever os versos, ainda eu estava cheio!
(O gozo ia eu pagar de forma extrema
Se as amantes lessem este poema.)


Da sedução dos anjos

Anjos seduzem-se: nunca ou a matar.
Puxa-o só para dentro de casa e mete-
-Lhe a língua na boca e os dedos sem frete
Por baixo da saia até se molhar
Vira-o contra a parede, ergue-lhe a saia
E fode-o. Se gemer, algo crispado
Segura-o bem, fá-lo vir-se em dobrado
P'ra que do choque no fim te não caia.

Exorta-o a que agite bem o cu
Manda-o tocar-te os guizos atrevido
Diz que ousar na queda lhe é permitido
Desde que entre o céu e a terra flutue –

Mas não o olhes na cara enquanto fodes
E as asas, rapaz, não lhas amarrotes.





Poesia: Bertolt Brecht - Poesia Erótica: O coito e a sauna - Hábitos de amar - O décimo terceiro soneto - Soneto nº 12 – Do amante - Poesia Completa - Em Português




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Poesía: Aldo Pellegrini - Hay Un Lugar En El Espacio - Documenta por Ricardo Marcenaro - Biografía Wikipedia

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 4:10

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Grabado de Alda María Armagni
Fotografiada del libro original
Poetas Argentinos Contemporáneos
por Ricardo Marcenaro




Un Lugar En El Espacio


Hay un lugar en el espacio, un refugio para los vencidos por el odio en todos los horizontes
acosados por pequeños ruidos mezquinos, apenas perceptibles, parecidos a sombras
ruidos como ventanas que se abren
por donde penetra la noche más pequeña que el surtidor de tus pupilas

Hay un lugar en el espacio, una morada de reposo para los descontentos
lejos de la velocidad y el desorden
con una calle sin término y una multitud sin gente
allí dejarás de pensar, y dejarás de mirara fijamente y de tender los brazos
y te acostarás para lograr sin esfuerzo la conquista del último deseo

Un día huyendo de ti descubriste que el límite del espacio era el contorno de una mujer
y dijiste: en ti respiro, no vivo más allá de tus límites
pero en tu recinto de conquistador la atmósfera se torna maligna
y ya no posees ni el aire que respiras

Solamente cuando salgas de ti en toda tu densidad
encontrarás tu verdadera morada
un lugar que no da a cualquier calle
donde dirás: estoy solo y todo marcha al compás de las señales
y sobre el espacio dirás que es como carne sonámbula o un juego de espejos que se ríen
y que tiene un sol sin sombras, una tortura de lámparas y un trono en cada rincón

Un día conocerás un lugar en el espacio, refugio para los hombres castigados por el odio en todos los horizontes
con una nube y un puente de nidos por el que no pasa nadie.




Copiada por Ricardo Marcenaro del libro Poetas Argentinos Contemporáneos
Selección y Bibliografía de Horacio Jorge Becco
Editorial Extensión Cultural Dos Muñecos
Con la asesoría de Osvaldo Svanascini
Impreso en Argentina 
30 de Octubre de 1974
Primera edición
2500 ejemplares



Bigrafía Extraída de la Wikipedia

Aldo Pellegrini (Rosario (Santa Fe) 1903 – 1973), poeta, ensayista y crítico de arte argentino.

Dos años después de la publicación del Primer manifiesto surrealista de André Breton en 1924, funda junto a Marino Cassano, Elías Piterbarg y David Sussman el primer grupo surrealista de Sudamérica en Argentina, que desemboca en la publicación de dos números de la revista Que en 1928. Participó en la creación y edición de las revistas Ciclo,Letra y Línea,Apartir de cero. Su importante obra poética fue reunida en un volumen bajo el título La valija de fuego, publicada por la Editorial Argonauta en 2001. En el terreno de las artes plásticas desarrolló asimismo una destacada labor como teórico e infatigable portavoz de los primeros artistas abstractos de la Argentina, publicando innumerables artículos en revistas especializadas de arte. En 1967 organizó en el Instituto Di Tella la importante muestra Surrealismo en la Argentina

 Poesía

    * (1949). El muro secreto. Buenos Aires: Argonauta.
    * (1952). La valija de fuego. Buenos Aires: Américalee.
    * (1957). Construcción de la destrucción. Buenos Aires: A Partir de Cero.
    * (1966). Distribución del silencio. Buenos Aires: Argonauta.
    * (2001) La valija de fuego (poesía completa). Buenos Aires: Argonauta.

Teatro

    * (1964). Teatro de la inestable realidad. Buenos Aires: El Carro de Tespis.

Ensayo [editar]

    * (1965). Para contribuir a la confusión general. Buenos Aires: Nueva Visión.

Pintura [editar]

    * (1956) Artistas abstractos argentinos. París/Buenos Aires: Cercle d'art.
    * (1967) Panorama de la pintura argentina contemporánea. Buenos Aires: Paidós.
    * (1967) Nuevas tendencias en la pintura. Buenos Aires: Muchnik.








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Poesía: Francisco "Paco" Urondo - Mosquitos - Telón Corrido - Documenta por Ricardo Marcenaro - Biografía Wikipedia

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 1:46

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Grabado de Alda María Armagni
Fotografiada del libro original
Poetas Argentinos Contemporáneos
por Ricardo Marcenaro




Mosquitos

Extiende la mano y espanta esos mosquitos.

Favoréceme, son insectos hambrientos, es la primera mujer que hemos
tenido y apenas reconocemos ahora, son los años que hemos olvidado
en algún tren: sólo les queda la amenaza, el sopor y alguna simple
esperanza.

Carga sobre mi espalda lo que has abolido de mi pecho.

                                                                                 (Historia Antigua)



Telón Corrido

Hija del largo viento
dónde está
la vieja inquietud
y la corteza de la crueldad
y la mirada de tu tiempo
donde está
y tu bondad
tu ancho riesgo de amor
dónde está
hija del aire
sorpresa que huyes

dónde ha de saltar
tu grito compartido
tu libertad oculta

dónde estará la forma
de tu abandono
el pliegue distraído y hondo
de la tibieza
que te secunda

dónde cobijas
los días prohibidos
los días que aún
no concluyeron

esa tela turbia
que recién 
puede empezar

                           (Lugares, 1956-1957)


Copiada por Ricardo Marcenaro del libro Poetas Argentinos Contemporáneos
Selección y Bibliografía de Horacio Jorge Becco
Editorial Extensión Cultural Dos Muñecos
Con la asesoría de Osvaldo Svanascini
Impreso en Argentina 
30 de Octubre de 1974
Primera edición
2500 ejemplares



Biografía extraída de Wikipedia

Francisco Urondo, (Santa Fe, 10 de enero de 1930 - Mendoza, 17 de junio de 1976) escritor, guerrillero y militante político argentino.

Fue autor en colaboración de los guiones cinematográficos de las películas Pajarito Gómez y Noche terrible, y ha adaptado para la televisión Madame Bovary de Flaubert, Rojo y Negro de Stendhal y Los Maïas de Eça de Queiroz.

En 1968 fue nombrado Director General de Cultura de la Provincia de Santa Fe, y en 1973, Director del Departamento de Letras de la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires.

Como periodista colaboró en diversos medios del país y del extranjero, entre ellos, Primera Plana, Panorama, Crisis, La Opinión y Noticias.

Fue guerrillero y militó en la organización argentina Montoneros. Sobre su muerte Rodolfo Walsh escribió:
“El traslado de Paco a Mendoza fue un error. Cuyo era una sangría permanente desde 1975, nunca se la pudo mantener en pie. El Paco duró pocas semanas…Fue temiendo lo que sucedió, Hubo un encuentro con un vehículo enemigo, una persecución, un tiroteo de los dos coches a la par. Iban Paco, Lucía con la nena y una compañera. Tenían una metra pero estaba en el baúl. No se pudieron despegar. Finalmente Paco frenó, buscó algo en su ropa y dijo "Disparen ustedes". Luego agregó: "Me tomé la pastilla (de cianuro) y ya me siento mal". La compañera recuerda que Lucía dijo "Pero papá, por qué hiciste eso". La compañera escapó entre las balas, días después llegó herida a Buenos Aires…a Paco le pegaron dos tiros en la cabeza aunque probablemente ya estaba muerto”.[1]

"Empuñé un arma porque busco la palabra justa", dijo alguna vez.

Estaba casado con la actriz Zulema Katz.

 Obras

    * Historia Antigua, poesía, 1956.
    * Breves, poesía, 1959.
    * Lugares, poesía, 1961.
    * Nombres, poesía, 1963.
    * Del otro lado, poesía, 1967.
    * Adolecer, poesía, 1968.
    * Larga distancia, poesía, Madrid,1971.
    * Todo eso, cuentos, 1966.
    * Al tacto, cuentos, 1967.
    * Veraneando y sainete con variaciones, teatro, 1966.
    * Veinte años de poesía argentina, ensayo, 1968.
    * Los pasos previos, novela, 1972.
    * La patria fusilada, entrevistas, 1973 editorial cris








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Music: Wu Li - Tao Yi Mo composition - Chinese zither-GuZheng 古箏獨奏:層層水瀾 Ripples by ripples - EXCELLENT

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 0:03

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Thanks to bossa YouTube Account

演奏者GuZheng: 吳莉 Wu Li(www.wulimusic.com)
Composed by 陶一陌 (Tao Yi Mo), 為吳莉北京演奏會而作 specially for WuLi's Beijing recital. 
樂曲描寫「涓涓水韻、層層漣漪、水光閃爍、波瀾無盡」的悠悠景致。 
The GuZheng solo shows a picture of "joyous water, beautiful ripples, glinting lights and soft waves".
The song adopts a unique tune-up to perform the fresh and elegant music, endowing the guzheng with a brand-new artistic conception.




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Music: Bei Bei 古筝:白色风的下面 荷蓓蓓演奏 - Gu Zheng: Under The White Wind/Easter Performance

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 5:17

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Bei Bei Zheng
 
China


Thanks to BeiBeizheng Youtube account

Enjoy Bei Bei Zheng

Bei Bei  is an internationally acclaimed Gu Zheng performer, composer and educator.
She was born in Chengdu, China and now resides in Orange County, California.
She started to play the Gu Zheng at the age of seven and received her professional musical training, majoring in the Gu Zheng at the Central University of Nationalities in Beijing, China and the Hong Kong Academy for Performing Arts in Hong Kong from several Gu Zheng masters such as Li-Jing Sha, Mu-Lan Hai, Chun-Jiang Teng, and Ling-Zi Xu.
She is a multi-award winner of many national and international competitions such as the 1993 National Chinese Instruments Competition, the 1999 College Students Art Festival in Beijing and the 1st Dragon Cup International Gu Zheng Competition in 2001.
Bei Bei has been collaborating with musicians from different genres such as Classical, Jazz, Alternative, Electronica, Hip-Hop, and dancers.
Bei Bei has been featured as an instrumentalist and composer at venues including Knitting Factory Hollywood, Ford Amphitheater, Barclay Theater in Irvine,  Illinois Wesleyan University, Gustavus Adolphus College, and National Arts Center (Ottawa, Canada).
As a studio musician, she recorded for the hit Sci-fi Channel series “Battlestar Galactica”.
As a composer, she composed and recorded for China Central TV documentary series “Dun Huang”. She released her debut album “Quiet your mind and listen” in 2006.
Her collaborative album “Heart of China” with Richard Horowtiz was released by Killer Tracks in 2008.
Her dance music works include “Dancing Dream” which was premiered at the Asian American Children’s Dance Festival in 2007.
Bei Bei was the member of the Orchid Ensemble from 2008 to 2009 and the group toured through United States and Canada.
She is the director of Lotus Bud Gu Zheng Studio in Orange County, CA, where she teaches students to play and perform.
Bei Bei’s new collaborative album “Into the Wind” with U.K. based multi-instrumentalist/producer Shawn Lee will be released through Ubiquity Records on Jan 26, 2010.
The feedback that she has received as she has introduced American and international audiences to the Gu Zheng and its broad and varied repertoire has been extremely positive.
Her passion for her instrument and the beauty of her music have touched people across the world.






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Photos: Sylvie Blum - Art Nudes - Part 2

Posted by ricardo marcenaro | Posted in | Posted on 22:46

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Enjoy Sylvie Blum art photos









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Poeme: Charles Baudelaire - Femmes damnées (Delphine et Hippolyte) Damien Saez, Poesía: Charles Baudelaire - Mujeres condenadas (Delfina e Hipólita) - Damien Saez

Posted by ricardo marcenaro | Posted in , | Posted on 22:05

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Femmes damnées (Delphine et Hippolyte)

A la pâle clarté des lampes languissantes,
Sur de profonds coussins tout imprégnés d'odeur
Hippolyte rêvait aux caresses puissantes
Qui levaient le rideau de sa jeune candeur.

Elle cherchait, d'un oeil troublé par la tempête,
De sa naïveté le ciel déjà lointain,
Ainsi qu'un voyageur qui retourne la tête
Vers les horizons bleus dépassés le matin.

De ses yeux amortis les paresseuses larmes,
L'air brisé, la stupeur, la morne volupté,
Ses bras vaincus, jetés comme de vaines armes,
Tout servait, tout parait sa fragile beauté.

Etendue à ses pieds, calme et pleine de joie,
Delphine la couvait avec des yeux ardents,
Comme un animal fort qui surveille une proie,
Après l'avoir d'abord marquée avec les dents.

Beauté forte à genoux devant la beauté frêle,
Superbe, elle humait voluptueusement
Le vin de son triomphe, et s'allongeait vers elle,
Comme pour recueillir un doux remerciement.

Elle cherchait dans l'oeil de sa pâle victime
Le cantique muet que chante le plaisir,
Et cette gratitude infinie et sublime
Qui sort de la paupière ainsi qu'un long soupir.

- " Hippolyte, cher coeur, que dis-tu de ces choses ?
Comprends-tu maintenant qu'il ne faut pas offrir
L'holocauste sacré de tes premières roses
Aux souffles violents qui pourraient les flétrir ?

Mes baisers sont légers comme ces éphémères
Qui caressent le soir les grands lacs transparents,
Et ceux de ton amant creuseront leurs ornières
Comme des chariots ou des socs déchirants ;

Ils passeront sur toi comme un lourd attelage
De chevaux et de boeufs aux sabots sans pitié...
Hippolyte, ô ma soeur ! tourne donc ton visage,
Toi, mon âme et mon coeur, mon tout et ma moitié,

Tourne vers moi tes yeux pleins d'azur et d'étoiles !
Pour un de ces regards charmants, baume divin,
Des plaisirs plus obscurs je lèverai les voiles,
Et je t'endormirai dans un rêve sans fin ! "

Mais Hippolyte alors, levant sa jeune tête :
- " Je ne suis point ingrate et ne me repens pas,
Ma Delphine, je souffre et je suis inquiète,
Comme après un nocturne et terrible repas.

Je sens fondre sur moi de lourdes épouvantes
Et de noirs bataillons de fantômes épars,
Qui veulent me conduire en des routes mouvantes
Qu'un horizon sanglant ferme de toutes parts.

Avons-nous donc commis une action étrange ?
Explique, si tu peux, mon trouble et mon effroi :
Je frissonne de peur quand tu me dis : " Mon ange ! "
Et cependant je sens ma bouche aller vers toi.

Ne me regarde pas ainsi, toi, ma pensée !
Toi que j'aime à jamais, ma soeur d'élection,
Quand même tu serais une embûche dressée
Et le commencement de ma perdition ! "

Delphine secouant sa crinière tragique,
Et comme trépignant sur le trépied de fer,
L'oeil fatal, répondit d'une voix despotique :
- " Qui donc devant l'amour ose parler d'enfer ?

Maudit soit à jamais le rêveur inutile
Qui voulut le premier, dans sa stupidité,
S'éprenant d'un problème insoluble et stérile,
Aux choses de l'amour mêler l'honnêteté !

Celui qui veut unir dans un accord mystique
L'ombre avec la chaleur, la nuit avec le jour,
Ne chauffera jamais son corps paralytique
A ce rouge soleil que l'on nomme l'amour !

Va, si tu veux, chercher un fiancé stupide ;
Cours offrir un coeur vierge à ses cruels baisers ;
Et, pleine de remords et d'horreur, et livide,
Tu me rapporteras tes seins stigmatisés...

On ne peut ici-bas contenter qu'un seul maître ! "
Mais l'enfant, épanchant une immense douleur,
Cria soudain : - " Je sens s'élargir dans mon être
Un abîme béant ; cet abîme est mon cœur !

Brûlant comme un volcan, profond comme le vide !
Rien ne rassasiera ce monstre gémissant
Et ne rafraîchira la soif de l'Euménide
Qui, la torche à la main, le brûle jusqu'au sang.

Que nos rideaux fermés nous séparent du monde,
Et que la lassitude amène le repos !
Je veux m'anéantir dans ta gorge profonde,
Et trouver sur ton sein la fraîcheur des tombeaux ! "

- Descendez, descendez, lamentables victimes,
Descendez le chemin de l'enfer éternel !
Plongez au plus profond du gouffre, où tous les crimes,
Flagellés par un vent qui ne vient pas du ciel,

Bouillonnent pêle-mêle avec un bruit d'orage.
Ombres folles, courez au but de vos désirs ;
Jamais vous ne pourrez assouvir votre rage,
Et votre châtiment naîtra de vos plaisirs.

Jamais un rayon frais n'éclaira vos cavernes ;
Par les fentes des murs des miasmes fiévreux
Filtrent en s'enflammant ainsi que des lanternes
Et pénètrent vos corps de leurs parfums affreux.

L'âpre stérilité de votre jouissance
Altère votre soif et roidit votre peau,
Et le vent furibond de la concupiscence
Fait claquer votre chair ainsi qu'un vieux drapeau.

Loin des peuples vivants, errantes, condamnées,
A travers les déserts courez comme les loups ;
Faites votre destin, âmes désordonnées,
Et fuyez l'infini que vous portez en vous !



Charles Pierre Baudelaire


Mujeres condenadas (Delfina e Hipólita)

A la pálida claridad de las lámparas mortecinas,
Sobre profundos cojines impregnados de perfume,
Hipólita evocaba las caricias intensas
Que levantaran la cortina de su juvenil candor.

Ella buscaba, con mirada aún turbada por la tempestad,
De su ingenuidad el cielo ya lejano,
Así como un viajero que vuelve la cabeza
Hacia los horizontes azules transpuestos en la mañana.

Sus ojos apagados, las perezosas lágrimas,
El aire quebrantado, el estupor, la mohína voluptuosidad,
Sus brazos vencidos, abandonados cual vanas armas,
Todo contribuía, todo mostraba su frágil beldad.

Tendida a sus pies, tranquila y llena de gozo,
Delfina la cobijaba con ardientes miradas,
Como una bestia fuerte vigilando su presa,
Luego de haberla, desde luego, marcado con sus dientes.

Beldad fuerte prosternada ante la belleza frágil,
Soberbia, ella trasuntaba voluptuosamente
El vino de su triunfo, y se alargaba hacia ella,
Como para recoger un dulce agradecimiento.

Buscaba en la mirada de su pálida víctima
La canción muda que entona el placer,
Y esa gratitud infinita y sublime
Que brota de los párpados cual prolongado suspiro.

—"Hipólita, corazón amado, ¿qué dices de estas cosas?
Comprendes ahora que no hay que ofrendar
El holocausto sagrado de tus primeras rosas
A los soplos violentos que pudieran marchitarlas?

Mis besos son leves como esas efímeras
Que acarician en la noche los lagos transparentes,
Y los de tu amante enterrarían sus huellas
Como los carretones o los arados desgarrantes;

Pasarán sobre ti como una pesada yunta
De caballos y de bueyes con cascos sin piedad...
Hipólita, ¡oh, hermana mía! vuelve, pues, tu rostro,
Tú, mi alma y mi corazón, mi todo y mi mitad,

¡Vuelve hacia mí tus ojos llenos de azur y de estrellas!
Por una sola de esas miradas encantadoras, bálsamo divino,
De placeres más oscuros yo levantaré los velos
¡Y te adormeceré en un sueño sin fin!"

Mas Hipólita, entonces, levantando su juvenil cabeza:
—"Yo no soy nada ingrata y no me arrepiento,
Mi Delfina, sufro y me siento inquieta,
Como después de una nocturna y terrible comida.

Siento fundirse sobre mí pesados terrores
Y negros batallones de fantasmas esparcidos,
Que quieren conducirme por caminos movedizos
Que un horizonte sangriento cierra por doquier

¿Hemos perpetrado, entonces, un acto extraño?
Explica, si tú puedes, mi turbación y mi espanto:
Tiemblo de miedo cuando me dices: "¡Mi ángel!"
Y, empero, yo siento mi boca acudir hacia ti.

¡No me mires así, tú, mi pensamiento!
¡Tú a la que yo amo eternamente, mi hermana dilecta,
Aunque tú fueras una acechanza predispuesta
Y el comienzo de mi perdición!"

Delfina, sacudiendo su melena trágica,
Y como pisoteando sobre el trípode de hierro,
La mirada fatal, respondió con voz despótica:
—"Entonces, ¿quién, ante el amor, osa hablar del infierno?

¡Maldito sea para siempre el soñador inútil
Que quiso, el primero, en su estupidez,
Apasionándose por un problema insoluble y estéril,
A las cosas del amor mezclar la honestidad!

¡Aquel que quiera unir en un acuerdo místico
La sombra con el ardor, la noche con el día,
Jamás caldeará su cuerpo paralítico
Bajo este rojo sol que llamamos amor!

Ve tú, si quieres, en busca de un navío estúpido;
Corre a ofrendar un corazón virgen a sus crueles besos;
Y, llena de remordimientos y de horror, y lívida,
Volverás a mí con tus pechos estigmatizados...

¡No se puede aquí abajo contentar más que a un solo amo!"
Pero, la criatura, desahogándose en inmenso dolor,
Exclamó de súbito: —Yo siento ensancharse en mi ser
Un abismo abierto; ¡este abismo es mi corazón!

¡Ardiente cual un volcán, profundo como el vacío!
Nada saciará este monstruo gimiente
Y no refrescará la sed de la Euménide
Que, antorcha en la mano, le quema hasta la sangre.

¡Que nuestras cortinas corridas nos separen del mundo,
Y que la laxitud conduzca al reposo!
Yo anhelo aniquilarme en tu garganta profunda
Y encontrar sobre tu seno el frescor de las tumbas!"

—¡Descended, descended, lamentables víctimas,
Descended el camino del infierno eterno!
Hundios hasta lo más profundo del abismo, allí donde todos los crímenes,
Flagelados por un viento que no llega del cielo,
Barbotean entremezclados con un ruido de huracán.
Sombras locas, acudid al cabo de vuestros deseos;
Jamás lograréis saciar vuestra furia,
Y vuestro castigo nacerá de vuestros placeres.

Jamás un rayo fugaz iluminará vuestras cavernas;
Por las grietas de los muros las miasmas febricentes
Fíltranse inflamándose cual linternas
Y saturan vuestros cuerpos con sus perfumes horrendos.

La áspera esterilidad de vuestro gozo
Altera vuestra sed y enerva vuestra piel,
Y el viento furibundo de la concupiscencia
Hace claquear vuestras carnes como una vieja bandera.

¡Lejos de los pueblos vivientes, errantes, condenadas,
A través de los desiertos, acudid como los lobos;
Cumplid vuestro destino, almas desordenadas,
Y huid del infinito que lleváis en vosotras!


Charles Pierre Baudelaire






(:)

Ricardo Marcenaro
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